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Fan fic - Final Fantasy Tactics 0

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Fan fic - Final Fantasy Tactics 0

Mensagem por Shinji Ikari em Qua 20 Fev - 14:12

Final Fantasy Tactics
The Fifty Year War Story


_ Você está bem meu amigo?
_ Cid, por favor, vamos continuar! Não há tempo! Precisamos terminar isso de uma vez por todas! Pelo bem de nossa família e nosso continente!
_ Certo Balbanes, iremos até o fim agora, venha! Eu irei lhe ajudar!
Uma mão foi estendida em meio a uma garoa fina enquanto outra apertou-a com força, embora elas fossem diferentes, as sombras que ali criavam contra a luz da imensa lua tinham e mesma cor e mesma forma, apesar de posições diferentes, eles tinham algo em comum, o espírito de um cavaleiro, não um cavaleiro qualquer, e sim, o espírito de um cavaleiro de Ivalice.

Alguns dias atrás...

A muito tempo atrás começava o que anos mais tarde seria conhecida como a “Guerra dos Cinqüenta Anos”, iniciada pelo fato do continente de Ordalia não deixar um substituto a altura do reino após a morte de Diwanu, assumindo então seu irmão Valowa, o rei de Ivalice Denamunda foi contra tal decisão e após conflitos entre o território de Zelamonia que pertencia a Ivalice e fazia fronteira com Ordalia, o rei Denamunda de Ivalice não teve dúvidas, declarou guerra contra o reino vizinho.
Os melhores guerreiros foram lançados no campo de batalha, digladiaram entre si enquanto famílias inteiras choravam debaixo daquele casebre simples e humilde das regiões mais pobres de ambos os reinos, veio o sangue, o desespero cresceu e então a morte. Tal sofrimento e penalidades duraram mais de cinco décadas, todos esses anos com ambos continentes sofrendo inúmeras batalhas e perdas, assim como a morte de Denamunda que fora substituído por Denamunda II que por sua vez fora assassinado para que Omdolia, seu filho pudesse assumir o trono com o auxílio de sua esposa autocrática Ruvelia. Com um rei sem condições de liderar o trono, exércitos fracos e cansados, Ivalice estaria perdida, se não fosse por dois homens que lideravam os militares mais corajosos e bravos que ali em Ivalice poderia existir: Balbanes Beoulve, líder dos Hokuten – Os Cavaleiros Celestes do Norte – e Cidolfas Orlandu, líder dos Nanten – Os Cavaleiros Celestes do Sul – dois nomes que ficariam marcados eternamente na história.
Hoje, após aproximadamente cinco décadas de guerra, os Cavaleiros Celestes do Norte e Sul se encontraram durante uma batalha, seus líderes: Beoulve e Orlandu salvaram o dia com ajuda de membros importantes como Gustav e Dycedarg, este último filho de Beoulve. Eles limpam suas lâminas do sangue dos inimigos e se preparam para a retirada.
_ Lutou bem hoje filho...
_ Obrigado pai, ainda alcançarei seu posto, pode ter certeza.
_ Continue assim que conseguirá.
O portador da espada Excalibur se aproximou e observou atentamente aquela conversa de pai e filho enquanto Dycedarg oferecia um pouco de água para Balbanes. O local começava a escurecer e logo eles deveriam partir, voltar e descansar enquanto pudessem fazê-lo, foi isso que todos fizeram então.
_ Obrigado mais uma vez Cid, sua ajuda é de grande importância.
_ É uma honra lutar ao seu lado Balbanes, boa sorte em sua jornada de volta ao castelo de Igros _ Exclamava Orlandu enquanto subia sobre seu chocobo e reunia os cavaleiros do sul para que pudessem partir rapidamente.
Balbanes e os cavaleiros do norte partem então para casa, Igros, na tentativa de ao menos conseguirem um descanso temporário até as próximas trombetas soarem.

Igros Castle

Lar dos Beoulve, o castelo de Igros reside ao extremo oeste do continente de Ivalice, é ali que residem os seis filhos de Balbanes: Dycedarg, Zalbag, Ramza, Alma, Delita e Teta, sendo que os dois últimos foram adotados por Balbanes após a morte de seus pais que eram empregados da família a um bom tempo. A amizade entre Ramza e Delita tem um laço muito forte, eles estão sempre unidos na maioria do tempo.
Após todas as conformidades e casualidades, Balbanes chama Ramza e Delita para caminharem um pouco enquanto deixa Dycedarg tomando conta de tudo. Eles seguem rumo a uma planície onde é possível observar o incrível crepúsculo que ali se forma atrás das montanhas rochosas.
_ Ramza, Delita, quero que observem bem esse pôr-do-sol, percebam o quanto ele purifica e acalma tudo a sua volta. Não apenas as montanhas ele banha com sua luz dourada, mas as árvores, o solo e até mesmo nós.
_ Pai... _ Indagava Ramza apreciando toda aquela beleza que poderia desfrutar naquele momento.
_ Senhor Balbanes, acha que poderá acabar com a guerra?
O homem já com uma certa idade retirou um punhado de grama do chão e observou-o enquanto ele não conseguia dar uma resposta a Delita.
_ Delita... independente do que aconteça, vocês dois são o futuro de Ivalice, poderão defender esse país e suas famílias, caso eu ou Cid falhemos, sei que podemos contar com vocês, eu confio em cada um de meus filhos.
Ele assoprou então entre a folha que ecoou uma melodia parecida com o som de uma flauta por toda a região, o sol já começava a esconder-se sob as montanhas a medida que o som levemente triste mas ainda assim belo, purificava cada um deles.
Dias mais tarde, confrontos começam a alarmar toda Ivalice com ataques freqüentes de Ordalia, grupos de guerreiros invadem os reinos mais conhecidos e destroem cada cidade encontrada no caminho, além disso, alguns grupos que lutam a favor de Ivalice parecem não ter reconhecimento do próprio rei, que parecia ocioso após a morte de seus dois filhos ao nascer.
_ Balbanes! Balbanes! _ Gritos ecoavam de fora do Castelo de Igros.
_ Cid! O que houve?
_ Um ataque a Orbonne Monastery! Parece que o rei está por lá!
_ Vou pegar minha espada e juntar meus homens, partiremos em cinco minutos.

Orbonne Monastery

Sobre seus chocobos os cavaleiros celestes do norte e do sul caminharam para aquela que viria a ser a última batalha da guerra dos cinquenta anos, passando por vilarejos destruídos e planícies arrasadas, eles conseguiram chegar até o monastério onde o rei Omdolia estava, ali, na frente do local lutavam os cavaleiros de Ordalia contra os Cavaleiros da Morte, liderados por um homem chamado Wiegraf Folles, eles estavam fazendo a defesa do local enquanto inúmeros soldados se aproximavam.
O barulho da lâmina de aço raspando contra a bainha de metal duro parecia um réquiem que alarmava a chegada dos cavaleiros celestes. As rédeas dos chocobos foram puxadas e os mesmos avançavam com ferocidade para cima daqueles muitos lanceiros e samurais que tentavam chegar até o rei. As tropas de Wiegraf eram terrivelmente violentas e decepavam cada um de seus inimigos, um grupo fantasmagórico que detinham qualquer tropa que ali invadisse o território.
Foi no meio de tantos gritos e após cravar sua espada no peito de um samurai que ao olhar dentro dos olhos dele, Balbanes Beoulve sentiu o que realmente acontecia. Toda a atmosfera a sua volta estava turva e desfocada, ele olhou para o céu enquanto via as estrelas de um reino que um dia já foi pacífico, observou como uma coruja cada um daqueles que ali matavam uns aos outros, retirando a vida e a história de cada povo ali encontrado, conseguiu ver o futuro por alguns instantes, sua família ser despedaçada e seu nome esquecido na história após os anos, lembrou das últimas palavras que disse aos seus filhos, contemplou o fim de uma guerra, que poderia estar ali, em suas mãos.
Ele levou os olhos até Orlandu e percebeu que o mesmo estava estático, da mesma forma, ambos trocaram um olhar sério e pareceram concordar com algo, talvez não fosse necessário dizer nada, aquele olhar e aquela determinação eram o suficiente.
_ Comigo Cid! _ Gritou Balbanes ao dar saltos enormes com seu chocobo até a entrada do monastério.
_ O que pensa que está fazendo Beoulve!? _ Wiegraf dizia enquanto eliminava alguns soldados.
_ Wiegraf fique fora disso! _ Cidolfas Orlandu saltava de seu chocobo caindo na frente do líder dos cavaleiros da morte.
_ O grande líder dos cavaleiros celestes do sul! Vocês não podem chegar ao rei!
_ Não só podemos como iremos! Saia do caminho!
_ Cid! Essa guerra não irá acabar assim! Ivalice não se renderá! E vou lhe mostrar por que! Tome isso !
A atmosfera e o espaço adquiriram uma coloração azulada enquanto cristais caíram dos céus na direção de Orlandu.
_ Stasis Sword!
Enquanto isso, dentro do primeiro salão do monastério Balbanes procurava por Omdoria, até que um dos seus próprios guerreiros apunhalou seu chocobo, fazendo ele cair da montaria.
_ Gustav! O que é isso? _ Tentava se recompor o mais rápido possível enquanto a ave gritava de dor.
_ Não irei permitir que faça isso Balbanes, sabe que sou contra essa sua decisão a um bom tempo! Não devemos desistir da guerra assim! Com sua força e poder poderemos destruir o continente de Ordalia em pouco tempo! Tomaremos de suas riquezas e seremos ricos! Heróis!
_ Foi um erro fazer de você um hokuten... _ Ele conseguia ficar de pé com certa dificuldade pois sua perna tinha sido abalada. Retirou a espada da bainha e mirou seu soldado com a lâmina.
_ Um cavaleiro celeste não pode ter pensamentos como os seus Gustav! Iremos acabar com essa guerra com um acordo de paz que o rei Omdoria irá assinar agora!
_ Idiota! Isso é a mesma coisa que nos rendermos!
_ Você perdeu meu respeito Gustav, sinta o peso de seus pensamentos individualistas!
Ambos começaram então um duelo entre espadas no salão que ainda estava vazio, as tropas dos cavaleiros celestes e cavaleiros da morte começavam a lutar entre si e uma chacina incrível tomava conta do monastério. Após muitos aparadas de espadas e esquivadas, Balbanes rende Gustav com hesito.
_ Está fora dos cavaleiros celestes.
Ele apenas lança a espada do antigo hokuten para longe e poupa sua vida, cavaleiros de Ordalia invadem o salão e caminham na direção de Balbanes prontos para matarem o líder dos celestes do norte.
_ Holy Explosion! _ Duas vozes são ouvidas proclamando o mesmo ataque. Uma luz surge de cima do salão e uma explosão levanta os guerreiros do solo fazendo todos eles serem lançados contra as paredes do templo.
_ Balbanes!_ Era Cidolfas.
_ E Wiegraf?
_ Derrotado, não são todos que podem desafiar minha Excalibur! _ Dava uma gargalhada enquanto eles partiam na direção da sala mais adiante de Orbonne.
Na próxima sala, o teto do local estava destruídos após algumas evocações feitas pelos summoners inimigos. Beoulve não parecia nada bem, estava suando muito e tossia constantemente até cair ajoelhado e levar a mão a boca que começava a derramar sangue.
Você está bem meu amigo?
_ Cid, por favor, vamos continuar! Não há tempo! Precisamos terminar isso de uma vez por todas! Pelo bem de nossa família e nosso continente!
_ Certo Balbanes, iremos até o fim agora, venha! Eu irei lhe ajudar!
Uma mão foi estendida em meio a uma garoa fina enquanto outra apertou-a com força, embora elas fossem diferentes, as sombras que ali criavam contra a luz da imensa lua tinham e mesma cor e mesma forma, apesar de posições diferentes, eles tinham algo em comum, o espírito de um cavaleiro, não um cavaleiro qualquer, e sim, o espírito de um cavaleiro de Ivalice.
Caminharam até uma cadeira localizada no altar do monastério onde estava localizado o rei, todo o local estava em ruínas devido aos inúmeros ataques, do lado de fora, os hokuten e nanten ainda seguravam as tropas inimigas que tentavam terminar com a guerra uma vez por todas.
_ O que vocês desejam aqui? Cidolfas Orlandu e Balbanes Beoulve? Meus melhores e mais fortes cavaleiros?
_ Acabar com a guerra de uma vez por todas.
_ Não! Impossível! Não posso fazer isso, Ruvelia não iria permitir algo desse tipo!
Balbanes caminhou até o rei e fincou sua espada no solo enquanto segurou pelos ombros aquele que era seu líder e senhor.
_ Majestade! Pessoas estão morrendo, famílias estão sendo destruídas! São mais de cinqüenta anos de guerra e se continuar desse jeito, Ivalice cairá.
_ Não não! Enquanto tivermos vocês dois aqui, jamais perderemos a guerra!
_ Está enganado Majestade, se não assinar o tratado de paz, iremos abandonar a causa e nenhum dos Cavaleiros Celestes obedecerá o comando de Vossa Majestade.
_ Sei que seus filhos morreram! Essa dor não pode ser apagada! Mas pense em todos que tiveram seus filhos, pais e maridos mortos nessa guerra sem sentido! Pense na dor que você sente agora e imagine em cada homem que hoje luta ao seu lado!
_ Balbanes...

O Fim da Guerra dos Cinqüenta Anos

Com isso, Ivalice assinou um tratado de paz com Ordalia, apesar de todos os esforços, os conflitos não acabaram de um dia para outro, alguns ainda resistiam e os revoltados como os Cavaleiros da Morte voltaram conhecidos agora por Unidades da Morte, ou Death Corps.
O rei Omdoria adotou sua irmã muito mais nova como filha na tentativa de apagar a dor e a perda de seus filhos, tentando assim recomeçar aquilo que havia perdido.
Balbanes Beoulve adoece, aparentemente envenenado, ele passa seu título de líder dos hokuten para seu filho Dycedarg que mais tarde o repassará para Zalbag. Ramza e Delita são encaminhados para entrar na academia hokuten, Alma e Teta estudam juntos em Igros e acabam se tornando grandes amigas.
Cidolfas Orlandu continua com o poder dos nanten e se afasta aos poucos de Balbanes que está cada vez mais próximo da morte. Apesar de distantes, seus nomes perduraram na história por muitos e muitos anos como os heróis que conseguiram acabar com a guerra dos cinqüenta anos.
Mas, assim como a visão que Balbanes teve naquele dia, tal guerra não passara do prólogo e do verdadeiro desafio que estaria por vir, infelizmente, ele não poderia acompanhar essa história por acabar não resistindo e falecendo mais tarde.

Continua em “Zodiac Brave Story”
Alazlam Durai

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Shinji Ikari
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