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Dragon Quest Swords

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Dragon Quest Swords

Mensagem por Shinji Ikari em Dom 2 Mar - 2:52

Fonte: Uol
29/02/2008
OTÁVIO MOULIN
Colaboração para o UOL


Embora nunca tenha feito o devido sucesso no ocidente, a série "Dragon Quest" é um verdadeiro fenômeno na Ásia, especialmente no Japão, onde é considerada por muitos especialistas como a maior franquia de RPG dos videogames, mais forte ainda do que o badalado "Final Fantasy".

Ao longo de suas duas décadas de existência, ela já rendeu incontáveis produtos relacionados, entre brinquedos, desenhos e todo o tipo de bugiganga. Claro, também abriu caminho para séries derivadas para os mais diversos consoles: "Dragon Quest Swords: The Masked Queen and the Tower of Mirrors" é uma delas e chega ao Wii com uma proposta bem diferente da série principal, como um RPG bem leve, focado na ação, que deverá deixar os fãs mais puristas um pouco decepcionados.

Nova proposta
Os jogos da série principal de "Dragon Quest" nunca primaram pela complexidade, mas têm charme e personalidade de sobra. São aventuras com heróis e vilões bem definidos, ingênuas até, com mapas grandes e muitos combates aleatórios, algumas opções bacanas de customização e um grande clima de descontração, mesmo nas passagens mais dramáticas. Sempre foram fruto da alquimia de três lendas do videogame, o diretor Yuuji Horii, o artista Akira Toriyama e o compositor Koichi Sugiyama.

Os três estão de volta neste experimento para Wii e mostram que continuam em grande forma ao criar outro universo extremamente carismático, ainda que em torno de uma proposta um tanto quanto mal delineada.

Com uma visão em primeira pessoa, o jogador interpreta o filho de um famoso cavaleiro chamado Claymore que, seguindo a cartilha básica do RPG, reúne um grupo de aliados para enfrentar um vilão bem malvado. A ação começa em uma cidade, com direito a vendedores de itens, um castelo e alguns personagens controlados pelo computador e, pronto, temos um cenário típico para os jogos do gênero - ainda que extremamente reduzido, já que este será a única comunidade que você encontrará nesta aventura.

Com isso fica um tanto óbvio que a porção de RPG não é o foco principal, mas a ação. E ela funciona de uma maneira incomum: ao explorar as várias áreas do mapa, você só pode se movimentar em linha reta, como em um jogo de pistola. Monstros irão aparecer na sua frente e, para enfrentá-los, você deverá desferir golpes através de movimentos com o Wii Remote, se defender com o botão B, e selecionar magias em seu menu.

E o jogo vai funcionando assim, em ciclos. Você visita a cidade, fala com quem tiver que falar, compra o que tiver que comprar, salva - aliás, com uma movimentação péssima através do direcional do Wii Remote - e sai para visitar as oito áreas de combate. Nelas, você vai seguir pelo caminho determinado, mexendo os braços como um doido para derrotar as constantes ondas de inimigos, ganhando itens e subindo de nível, até chegar o momento de voltar à cidade novamente.

Para não-iniciados

Sim, é um jogo baseado na repetição mas não chega a ser desastroso. Como dito anteriormente, a direção de arte honra a tradição da série, com um mundo colorido e personagens extremamente charmosos, além da trilha sonora que, como sempre, é impecável. É realmente empolgante explorar um novo mundo criado pelo combo Horii, Toriyama e Sugiyama, e aqui isso não é diferente.

Mas há sim, problemas que deixam o jogo bem abaixo do esperado: primeiros são os gráficos e efeitos sonoros, todos extremamente simplórios e que, por muitas vezes, parecem inferiores ao último "Dragon Quest VIII", de Playstation 2.

Mas o que mais chama a atenção é justamente a falta de uma definição sobre o que o jogo deveria realizar, seja como um RPG clássico para jogadores casuais ou um RPG de ação descompromissada.

Se o objetivo era criar um RPG para iniciar aqueles que nunca jogaram um RPG antes, ele fracassa justamente por apresentar os elementos característicos do gênero de maneira extremamente simplificada, sequer utilizando o componente de exploração. Não há a liberdade para fazer o que bem entender, muito menos a sensação de participar de uma aventura grandiosa. Não é exatamente um jogo que irá criar novos adeptos ao estilo.

No entanto, se o objetivo era criar apenas um jogo de ação com alguns elementos de RPG, ele se sai um pouco melhor, pois os combates com a espada são bem divertidos. Mas ainda assim fica um grande problema, uma vez que as batalhas, sozinhas, não são suficientemente dinâmicas para segurar as atenções por muito tempo.


CONSIDERAÇÕES

Um RPG para não-iniciados ou apenas um jogo de ação com pitadas de RPG? Em nenhuma das duas opções "Dragon Quest Swords: The Masked Queen and the Tower of Mirrors" se sai muito bem. O que realmente salva o jogo do desastre é o sistema de combate divertido e a sinergia inabalável dos mestres Yuuji Horii, Akira Toriyama e Koichi Sugiyama, que mostram que ainda são capazes de criar mundos repletos de charme e energia como há vinte anos.


Desde quando fiquei sabendo do lançamento do jogo já fiquei com a pulga atrás da orelha, o jogo até parece ser divertido mas não pra se jogar sozinho, definitivamente.

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Shinji Ikari
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