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Lenon Report

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Spark

Mensagem por Shendu Blackford em Dom 15 Jun - 15:40

(Continuação de Sensação)
Lá estava ele. Sentado de frente ao rio como sempre, virava e sorria.
Eu parava de correr, e ofegante, olhava para os lados, não poderia ter imaginado tal sensação.
-Algum problema?- Ele se levantava, e andava em minha direção.
-Sr.Nonel, senti uma presença, a mesma que senti ontem, achei que tivesse alguém aqui...
Ele colocava a mão sobre minha cabeça e dizia:
-Não é nada demais, como eu já disse.
-Mas...
Nick e Diana apareciam correndo.
-Lenon o que houve...???
-Nada... pensei que estava acontecendo algo.
Fechava a cara, estava frustrado, achei que estava tomando controle em sentir a presença de pessoas.
Retomava minha expressão normal e apresentava Sr.Nonel a eles, aquela tarde, passamos conversando, e ambos tiravam "dúvidas" sobre o que eu tinha dito a eles, sobre o poder do homem, a conspiração, mas nem eu nem Sr.Nonel comentamos que eu poderia ser o filho de Lúcifer, Sr. Nonel falou para mim que eles me aceitariam do mesmo jeito, mas eu tinha receio, e pedi a ele que mantesse isso em segredo.
Nick pediu para treinar comigo e para minha surpresa, Nonel recusou, mas de uma forma tão sútil que nem ao menos Nick ficou revoltado ou insistiu muito, aquele homem transmitia uma sensação diferente.
Foi quando notei, que eu conseguia sentir presenças sim, não era loucura minha, afinal conseguia sentir Nick e Diana e Sr.Nonel, mas o modo que sentia Nonel era totalmente diferente de meus dois amigos, realmente não sabia explicar, e hoje e ontem senti uma outra presença. Será que havia alguém nos vigiando?
Estava escurecendo, todos voltavamos para casa, eu seguia por uma rua, com prédios e comércios fechados, mais três quadras, chegaria em minha casa, era uma quarta-feira, e era um tanto amedrontador como as ruas estavam vazias.
Quando um vulto de uma pessoa vinha em minha direção no outro lado da rua, eu seguia com normalidade, até que percebi, que aquela presença. O vulto que vinha, tinha a presença que senti durante esses dias. Meu coração disparou. Eu mudava de rota, virava a esquerda, e apertava os passos, olhei para trás, ele poderia estar me seguindo, mas não, tornei a olhar para frente, eu estagnei. O portador da presença estava bem diante de meus olhos.
Era um Homem Alto, forte, cabelos castanhos bagunçados,até os ombros. Notava-se pequenas cicratizes por quase todo o corpo, seu olhos profundos cor de mel olharam em direção ao meus ohos. Minha respiração acelerou, não conseguia mover minhas pernas para correr.
-Olá Lenon.
Era a terceira pessoa que me chamava pelo nome sem que eu conhecesse, sendo que um deles tentou me matar.
Eu respirei fundo. E corri. Quase tropeçando, olhava para trás, e ele permanecia ali parado.Quando começou a correr. Sua velocidade era incrivél, em instantes já havia me alcançado.
-O que você quer? - Eu gritava assustado.
Ele parou e me olhou dos pés a cabeça.
-Andei te observando...
Desferia um soco contra mim, o qual consegui me esquvar jogando o corpo para o lado.
-Isso não é o bastante.
Ele dizia isso, andando novamente em minha direção.
(continua)

Shendu Blackford
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Spark (parte 2)

Mensagem por Shendu Blackford em Dom 29 Jun - 23:31

Já não sabia o que fazer, da outra vez que corri, ele me alcançou com facilidade, encara-lo frente a frente, seria abusar muito da sorte, afinal ele era bem mais forte do que eu, e eu não tinha treinos o suficiente para tal feito.
-O que você quer? Me responde!
Ele continuava a caminhar em minha direção, e dava um pequeno sorriso.
Desferia um chute alto contra mim, o qual pude me abaixar , evitando tal golpe. Esse foi seguido por outro chute, joguei meu corpo para trás e me esquivei, apesar de estar me saindo bem, não me passava pela cabeça enfrenta-lo, o que parecia que era o que ele queria.
Um movimento, foi muito rápido, e a mão dele ja estava segurando minha face, sua mão cobria quase meu rosto inteiro, e um segundo movimento, empurrava minha cabeça contra uma parede, ele parecia ter regulado sua força, pois apesar da pancada ter doído muito, ele poderia ter me desmaiado com tal golpe.
Eu ainda estava meio sonzo enquanto tentava me afastar dele.
-Vamos, lute. Não é pra isso que está treinando?!?!
Com uma de minhas mãos na cabeça, e andando meio torto respondia:
-Não. Estou treinando pra um mundo melhor!Estou treinando para acabar com a conspiração que provoca o mal nesse mundo!
-Pois então você tem que estar pronto para lutar!
Desferia um soco em minha barriga, o qual consegui apartar um pouco o impacto com minhas mãos.
O que ele falou era verdade, se nem ao menos poderia sobreviver aquilo, como poderia mudar ao mundo, o meu primeiro obstáculo eu desistiria, sem ao menos lutar. Apesar do medo, minha vontade me movia, puxava ar e dava um soco em direção ao rosto do homem.
Ele bateu em minha mão desviando o soco, ele sorria, desferia mais golpes contra ele, os quais eram facilmente evitados por ele, aquilo me irritava, apesar de querer sair daquela situação, não conseguia de forma alguma, me sentia tão limitado.
Eu já estava ofegante, e ele me deu um soco na cara que nem pude reagir, cai no chão, já não aguentava mais, mas com força, me levantava novamente, eu não sabia o que fazer.
-O que você quer... se quisesse já poderia ter me derrotado... - Eu respirava- por quê???
Ele se movia muito rápido eu pisquei, abrindo os olhos, vi seu punho diante de minha face, ele o recolhia.
-Estava te testando.
Eu ofegava, e esperava que ele se explicasse sem que eu perguntasse, e foi o que aconteceu.
-Ando te observando,vi seus treinamentos, vi que mentalmente você evoluiu, apesar de seu corpo estar debilitado, você quis prosseguir, parece estar decidido, porém como você viu, só isso não basta, se fosse realmente alguém que quisesse ter matar, teria o feito.
Eu apenas observava e ouvia, enquanto tomava ar.
-Quero lhe fazer uma proposta.
Olhava, ele sorria.
-Qual?
-Sr.Nonel, te treina mentalmente, enquanto eu te treino físicamente. Que tal?
-Porque faria isso?-Não pensei duas vezes para perguntar, afinal, ele parecia entender o que estava acontecendo no mundo.
-Eu vi em você dedicação, vontade, e potencial. Eu acredito que você possa realmente conquistar seu sonho.
-Não é um sonho, é um objetivo.-Me aprontei a dizer.
-Você sabe a diferença?-Perguntei a ele.
-Não exatamente.-Ele me olhava estranhamente mas com um ar contente.
-Sonhos não se realizam, só são almejados,quanto a objetivos, esses sim se tornam reias.
-Então, devo corrigi-lo. Você quer realizar um sonho. E talvez possa ser o primeiro a mostrar que sonhos também podem ser alcançados assim como objetivos.
Eu me calei. Era verdade, a escala em que meu objetivo se encontrava, assumia papel de sonho. Um sonho o qual vou tornar real.
-Você está certo. -Eu sorria, apesar de lesionado.Ele também sorria.Então me ajudava a andar.
-Aliás, conheço sempre as pessoas ao contrário... qual seu nome?
-Spark.
-Hum, e o que vou falar pra minha mãe quando chegar em casa todo arrebentado?
-Ué, fala que caiu de bicicleta. - riamos juntos.

Shendu Blackford
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Re: Lenon Report

Mensagem por Artemis em Ter 1 Jul - 23:48

Acho que o Lenon não deveria confiar nesse Spark.. Mas enfiim.. vamos ver o que acontece mais pra frente néé.. e tomara que seja loogo =]

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Treinadores,amigos.

Mensagem por Shendu Blackford em Sab 5 Jul - 1:32

Contei ao Sr.Nonel sobre Spark, disse que estava certo quanto a presença que sentia. E ele me contou que também sentia, mas quando perguntei, ele disse que não era nada demais, bom e não era, afinal, não era uma presença que colocasse em risco minha vida, mesmo assim, acho que ele deveria ter me contado, mas nunca conseguia ficar bravo com Sr.Nonel, ele tinha uma energia diferenciada.
Ele falou que realmente os treinamentos físicos dele não eram os melhores, que se quisesse treinar com Spark, estava a minha escolha.
Três dias depois encontrei Spark, bem próximo ao local que treinava com Sr.Nonel. Iamos começar o treinamento, e no dia seguinte, eu iria apresenta-lo ao Nonel.
Começavamos o treinamento, primeiro, ele me entregou uma blusa, e calçados, eles tinham peso, ele não quis revelar os pesos, mas deviam ter ao todo uns 10kg.Parece pouco, mas usando aquilo, por pouco tempo já estava completamente desgastado. Ele me disse para usar aquilo sempre, que eram normais, e não aparentavam ser de peso, que poderia usar na escola e em outros locais que eu não seria notado.
Já estava escuro, ainda corria e fazia exercícios, e Spark sempre lá me dando apoio, e falando coisas engraçadas, com isso o tempo voava, pareciamos amigos a muito tempo, acho que era o fato de nos reconhecermos uns nos outros.Ele também sonhava alto, e queria mudar o mundo, mas ao falar disso ficava meio triste, pelo que percebi, acho que ele começou a entender isso tarde, e via em mim a esperança de seu sonho poder ser realiado por mim. Eu não o decepcionaria.
No dia seguinte, após a escola, fui até a beira do rio, e para minha surpresa, já estavam lá Sr.Nonel e Spark, conversando.
-Olá pessoal.
-Olá- respondiam os dois sorridentes.
-Já se conheciam? - Perguntei a eles
-Ahn? Não... estavamos aqui, começamos a falar de algumas coisas...-Disse Spark
-Peraí, então não sabem quem é quem?
Olharam um para a cara do outro tentando reconhecer um ao outro.
Eu sorri. - Bom, Spark, esse é Sr.Nonel,Sr.Nonel, esse é Spark.
Ambos sorriram surpresos, e se comprimentaram.
Apesar de Spark ter nos vigiado não tinha notado que aquele era Sr.Nonel.
-Sr. Nonel, eu acho que já te vi antes, ou melhor, sua presença, ela...-Falava Spark quando foi enterrompido por Nonel.
-Minha presença, a todos dizem isso, que causo tranquilidade, que bom isso não é! Me sinto honrado!
Ele olho meio estranho para ele, eu olhei para ambos sem entender nada.
Conversamos muito, falaram sobre treinamentos, e Nonel comentava que em breve, começaria a aprender a fazer coisas mais surpreendente, fora dos padrões das pessoas, eu ficava muito ansioso, parecia algo inimaginável, parecia pensar em um filme.
O dia acabava, nos despediamos, e Spark ia pelo mesmo caminho que eu.
As ruas estavam desertas.
Ele parava de andar e me segurava pelo braço, eu ainda usava as roupas de peso, eram um tanto desconfortáveis...
Olhei para Spark, seu olhar estava fundo.
Tirava um canivete do bolso, armava o braço em minha direção, arremessava-o.
[continua]

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Ataque.

Mensagem por Shendu Blackford em Sab 5 Jul - 16:20

Não houve escapatória, o canivete pegou em cheio.
Eu fechava os olhos, após alguns segundos, abria-os, com alguém gritando.
Um Homem todo emcapuzado de vermelho, estava atrás de mim qundo foi atingido pela arma branca de Spark. O homem agora encontrava-se no chão com o canivete infincado no ombro, antes que pudesse levantar, Spark pulava sobre ele, segurando seus braços, ele o imobilizará no chão.
-O que quer aqui?
-Sabe que não vou contar- O homem ainda mantinha seu rosto coberto pelo capuz, sua voz soava com um tom de desprezo enorme.
O que me deixava mais assustado é que eu estava tão destraído que nem senti a presença do homem que agora podia saber que se tratava de uma energia que me encomodava muito.
-Quer que eu te obrigue a falar?
-Cala a B...-Antes que o homem acabasse a frase, Spark desferia um soco muito forte em seu rosto.
-Sou mais forte que você, e está sozinho, isso me intriga.
-Sou o suficiente para acabar c.....- Ele desferia outro soco na face do homem.
-Me contará ou não?
-Nunca.
-Você é muito fraco, provavelmente te mandaram para testar como o menino está, e com quem ele anda.
-Eu posso muito bem dar um jeito em vocês!- Ele cuspia contra Spark que desviava e lhe aplicava outro soco.
-Miserável. - Ele erguia a mão estendida.-Sabe que não vou te matar.Mas farei que esqueça seus 'poderes' bastardos!
-O que? Você me aplicará uma Lágrima dos Anjos? Hahahahaha.
Lágrima dos anjos? o que seria isso, eu estava calmo mesmo com o que ocorria, Spark me passava segurança, tudo parecia sobre controle.
-Isso mesmo!-Spark falava sério.
-Você !?? Hahahahaha.-O homem não se importava com a situação, estava apenas deboxando.
Spark lhe dava um soco muito forte que ouvi seus ossos baterem uns nos outros.
O Homem desmaiava, logo em seguida, ele levantava a mão direita para o alto, parecia pronunciar algumas palavras para si mesmo, não ousei atrapalha-lo fazendo perguntas. Então ele colocou a mão sobre o rosto do homem, agora descoberto, e um brilho branco acendia em sua mão e no rosto do homem.
Ele se levantava e olhava para mim.
-Acho que deseja explicações não é?
Balançava a cabeça confirmando.
-Bom... vamos andando vou te contando no caminho.
-Vai deixar ele ai mesmo? - Eu olhava para o homem.
-Sim.
Não ousei questiona-lo.
-Eles fazem parte da conspiração que Nonel te contou. Provavelmente acham que você é filho de Lucifer não é? Eu Soube que você sobreviveu a um ataque de um dos membros titulares da atual ..."organização".Talvez eles pensem que você é o filho por causa disso.
Eu olhava para o chão, pensativo, se fosse verdade, então eles me caçariam.
-Quanto a Lágrima dos anjos... o que é isso? Foi o brilho que vi?
-Sim, não foi uma lágrima dos anjos direito, mas como era apenas um peão no tabuleiro, pude aplicar nele.Bom Lágrima dos anjos... é uma técnica que bem... não sei lhe dizer direito, mas faz com que quem tem poderes bastardos ou seja, que não foram liberados pelo próprio esforço, sejam abolidos, e a memória desde que teve esses poderes seja apagada. Nonel poderá te explicar melhor amanhã.
-Tudo bem... você se saiu muito bem hoje, obrigado por tudo.
-Não foi nada, nada mesmo, comparado com que um dia vamos enfrentar. Temos que apressar nossos treinamentos, eles já começaram a agir.
-Certo.
Ele me levou até em casa, e afirmava que não havia ninguém vigiando para saber onde moro, o que me deixou mais aliviado, mas mesmo assim estava muito preocupado.
Aquele dia fui dormir muito pensativo, em tamanha coisa em que havia me envolvido, se haveria outros com promissores a ter poderes que terim sobrevivido aos ataques.
Aquela noite eu não dormi.


Última edição por Shendu Blackford em Dom 6 Jul - 1:27, editado 1 vez(es)

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Re: Lenon Report

Mensagem por lility em Dom 6 Jul - 0:49

Nem comento nada você sabe o que eu penso
Parabéns ^^
Lenon é ótimo

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Lágrima dos Anjos.

Mensagem por Shendu Blackford em Dom 13 Jul - 0:11

Amanhecia.
Ia normalmente para a escola, encontrava Nick e Diana, conversavamos sobre notícias, mortes que aparecerem no noticiário de mais jovens sendo mortos e a menssagem de que um novo tempo viria, e o símbolo da besta. Além desses muitas mortes ocorriam, e desastres naturais aconteciam em muitas partes do mundo. Essa situação ficava cada vez mas comum e insuportável. Eu comentava com eles que eu queria mudar isso, eles me davam apoio, era algo que parecia tão fantasioso, mas eles eram muito amigos, levavam com muita seriedade. Aquilo me deixava mais animado por saber que tinham pessoas que apostavam em mim,lembrei de Spark,que ele me via como uma esperança, como alguém que pode fazer o que ele se acha incapaz de fazer agora.Também contava o que tinha acontecido noite passada, eles se assustaram, e ficamos comentando um bom tempo sobre.
Após a escola fui treinar com Spark, hoje era dia de treinar com ele e em seguida com Sr.Nonel.
Chegando na beira do rio, ele, que estava sentado na beira, levantava-se e vinha até mim.
-Olá Lenon! Hoje temos pouco tempo, portanto vamos treinar duro.
-Spark, antes queria te perguntar algo, que acho que já perguntei, mas quero mais detalhes.
-Ué, pergunte. - Ele me olhava fechando seu sorriso.
-Você disse que confia em mim, acha que eu posso mudar o mundo... Você também não quer mudar o mundo? Eu vi como você é forte, não poderia começar algo pelo menos contra a organização que conspira contra o mundo?
Ele parava,respirava e pensava.
-Lenon.-ele começava e parava.
Olhava para mim e voltava a falar.
-Lenon, eu comecei tarde... Não treinei o suficiente, nem tenho vontade o suficiente, quando soube de você, e te vi, enxerguei a esperança, eu vi tudo em você aquilo que eu quero e não sou capaz de fazer. Quero ter parte minha no que você vai conquistar, assim quero te treinar o máximo possivel.
Ele sorria olhando para mim, eu me sentia mais uma vez com reponsabilidade, por tantos confiarem e acreditarem em mim, mesmo não tendo feito nada demais até agora, apenas mostrando ser decidido.
-Quanto a lutar contra essa organização, está muito longe de minha capacidade, qualquer um dos membros "fundadores" pode me derrotar facilmente.
Eu me surpreendia.
-E você sobreviveu a um golpe direto de um deles, isso prova que você é especial. Talvez como já disseram, possa ser filho de Lúcifer. Assim, seus poderes serão liberados muito mais facilmente.E mesmo que não for, sua vontade é imensa.
Eu quase já tinha me esquecido dessa possiblidade, o que me deixava muito incomodado.
-Tudo bem Spark, muito obrigado por me responder e mais ainda por acreditar tanto em mim.
Ele sorria.
-Vamos então ao que interessa.
Quatro horas se passavam, haviamos treinado golpes e agilidade, ele dizia que progredia cada vez mais.
Sr.Nonel já estava lá, observando o treino, após o termino ele se aproximou, comprimentou a nós dois, e Spark se despedia.
Antes de começar, eu contei o que tinha ocorrido ontem, ele não se mostrou muito surpreso, mas parecia tentar mostrar que estava.
-Nonel, o que é Lágrima dos anjos?
Ele me olhava e dava um sorrizinho de lado.
-Sabia que me perguntaria. Bem é algo bem complexo.Sente-se.
Sentava-mos a frente do rio.
-Bom, trata-se de uma técnica que só pode ser usada por aqueles não-anjos.
Ele é capaz de mata-los, tornando-os humanos. Essa técnica, dissipa a energia divina de um anjo, assim, tirando suas recordações e tornando-os em 'seres comuns'. Um anjo seria quase um humano com os poderes internos, provindos do Criador, liberados, mas devem seguir regras, servindo o Criador diretamente, a Lágrima dos anjos, é um recurso de defesa daqueles não anjos, caso sinta-se injustiçado por um, ou caso algum se voltasse. Assim, só são capazes de usar essa técnica, quem libera os poderes divinos internos,através da vontade e por próprio merecimento.
Eu me surpreendia om tal complexidade.
-Mas ontem Spark usou essa técnica, então aquele homem era UM ANJO?
-Bom, Spark usou pouca coisa dessa técnica, já que não é capaz de liberar todo seu poder.Aquele homem não era um Anjo.Mas o poder bastardo dele era. Ou seja, o poder que foi liberado não foi pela vontade dele nem pela fé, e sim pela ajuda de Lúcifer, que é um anjo, assim usando essa técnica, ele foi capaz de dissipar tal poder.
-Entendi...
Uau, isso parecia um filme, era algo fora da realidade para mim. Mas cada vez ficava mais interessante, se alcançasse esse poder divino, seria bem mais fácil de mudar o mundo!
-Bom vamos começar então a treinar sua mente, assim logo logo poderá começar a liberar esse poder.
-Claro, mas antes Sr.Nonel, queria saber uma coisa.
-Diga. -Ele dizia desconfiado.
-Você é capaz de usar essa técnica?
Ele hesitou. Então seus lábios começavam a se mover.
-Não.

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Condomínio em chamas.

Mensagem por Shendu Blackford em Ter 29 Jul - 22:56

Uns dois meses se passaram com o duro treinamento se intensificando cada vez mais.Meu corpo já se acostumava com os exercícios físicos, e psicológicamente me sentia muito bem, controlava minha mente de forma muito agradável e estável, era muito boa a sensação mental que conseguia alcançar. Juro que havia momentos em minha concentração que parecia que podia mover objetos, mesmo que levemente, e Sr.Nonel disse que não era imaginação, e que sim, estava me desenvolvendo muito rápido.
Em alguns dias, Spark me liberava do treinamento físico, por incrível que pareça,mas ele dizia que a fase mental a qual estava alcançando merecia atenção especial, então treinava mais tempo com Sr. Nonel.
As férias de meio de ano chegaram. Passava dias inteiros com Spark e Nonel. Por muitas vezes, Nick e Diana me acompanhavam, e também saíamos para nos divertir. Nonel não ia conosco, dizia que tinha assuntos a resolver, e nunca conseguiamos ficar decepcionados com ele, havia algo diferencial em sua presença. Spark por muitas vezes saia conosco o que proporcionava muitas risadas.
Era uma quinta-feira, acabava de ver Nick,Diana e Spark no centro da cidade, eu voltava para casa, o sol começava a se pôr.
Sorridente caminhava e via o movimento de nossa cidade, que nas férias se tornava maior ainda.
Passando por uma rua com prédios, notava uma fumaça que se alastrava, vindo do meio da cidade. Corri até o ponto para ver o que era. Chegando a uma rua, via um condomínio em chamas, muitos moradores corriam de lá de dentro, outros olhavam de longe apenas chorando pela perda de seus lares. Fiquei sabendo de que os bombeiros já haviam sido alertados, e que chegariam a qualquer instante. Foi quando vi dois homens segurando uma mulher que desesperada tentava entrar no condomínio em chamas, ela gritava:
-Meu filho! Nãããããão...... meu filho...ah...ahaa.... meu filho!Meu filho...
-Senhora, se ele está no segundo andar, não tem como você ir até lá, os bombeiros já estão chegando vão saber o que fazer...- acalmava um dos homens que a segurava.
Aquela cena me tocou. E eu decidi a entrar no condomínio. Já estava cansado só de treinar para que possa tornar o mundo melhor, era hora de colocar em prática. Apesar de ver aquelas chamas tomando o edifício, já estava decidido, meu coração batia forte, e minhas pernas não permitiam que eu fosse. Mas minha mente estava treinada, e tomei o primeiro passeo, que destravou meus movimentos e me fez cometer a loucura de correr até o condomínio em chamas.
Ouvia os gritos das pessoas para me impedir, mas ignorei totalmente e entrei.
Lá dentro via o fogo em toda parte, teto, paredes, móveis. Avistei a escada, puxava minha blusa para o nariz e boca, corria rápido,meu coração estava disparado. O calor era muito incômodo, eu suava.
Subia as escadas, pulando rápido entre algumas partes onde as chamas começavam a nascer.
-Alguém ai!!????-Berrava entre o corredor das portas do segundo andar.
O barrulho da chama latejando o edifício atrapalhava minha voz e de alguém caso repondesse. Tornava a gritar várias vezes.
Um momento, em que passava na frente da porta de número 27 ouvi um grito de socorro abafado.
Imediatamente tentei abrir a porta, quemei minha mão na massaneta aquecida pelas chamas, Então chutei a porta. Chutei denovo, denovo e denovo, até que ela caiu.
Via uma sala em chamas, e o teto parecia começar a cair, algumas pedrinhas em chamas começavam a cair do dele.
Gritava novamente em busca de alguém.
-Socorro... aqui....
Alguém gritava seguido de soluços e choro, vinham de uma de um canto de um quarto, onde avistava uma criança atrás de vigas de madeira e uma porta caída em chamas que bloqueava a passagem para o quarto.
Eu ofegava e começava a entrar em desespero ao notar a situação que havia me metido. Era estranho, parecia que só agora via que era uma enorme loucura...
Fechei os olhos por segundos, então os abri, e corri, saltei diante do bloqueio em chamas, passei por ele entrando no quarto. Me corpo não havia se queimado. Minhas roupas encontravam-se chamuscadas.
Corri até o garoto que devia ter seus 7 anos...
-Vem garoto me segue, eu vou te tirar daqui.
Ele vinha aos poucos e chorava muito, mas minha presença parecia ter o tranquilizado um pouco mais.
Não poderia correr e pular o bloqueio com o garoto no colo, não conseguiria.
Olhava para os lados, nada de saídas alternativas. O teto parecia arriar a cada momento e o calor mais insuportável.
Me concentrei. Respirei fundo, senti aquele ar quente entrando por minhas vias respiratórias. Então Chutava o bloqueio em chamas, chutei umas dez vezes seguidas, até que uma parte se deslocou abrindo um vão para passagem, nem me dei ao luxo de examinar minha perna naquele instante, apenas segurei o garoto no colo e corri pelo vão , virando as costas para o lado das chamas para que não atingisse o menino.

Saia do condomínio, junto com a entrada dos bombeiros, que já tinha em mãos mangueiras, e outros três que iam entrando para nos buscar, um deles nos levou até a rua, e até o carro deles, dando-nos máscaras para fazer inalação.
"Ao retomar a realidade" avistava uma grande multidão batendo palmas em minha volta, a mãe já estava agarrada ao seu filho chorando, olhava pra mim e com suspiros e soluços tentava me dar um obrigado.
Aquela cena me pagou pelo esforço. Notava-se a sinceridade de ambos, do amor entre eles e a gratidão que ela tinha pelo que eu havia feito.
Mas eu não queria glória. Não queria fama. Na primeira oportunidade, sai de lá sem que fosse notado.
Sim, o meu prêmio já havia sido entregue, além de ter salvado o garoto, havia provado a mim mesmo que estava disposto pelo melhor, mesmo que minha integridade se ponha em risco.

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Proteção

Mensagem por Shendu Blackford em Dom 10 Ago - 23:27

Levantava-me de minha cama, era o dia seguinte depois do que tinha feito lá no incêndio, era incível, não tinha nenhuma lesão nem queimadura, nem no pé em que chutei as tábuas em chamas.Eu deduzi que já tinha algum controle de minha energia interior, de força que inconcientemente projetei alguma espécie de proteção em volta do meu corpo... bom em teoria.
Caminhava tranquilamente até o ponto de treinamento. Olhava a diante e como sempre lá estava Sr.Nonel.
-Como vai héroi? - Nonel me perguntava com a maior tranquilidade, e seu típico sorriso esbolçado em sua face...
-Puxa... héroi?- Ele olhava pra mim com tamanha certeza.
-Tá, pelo visto não dá pra "esconder" nada de você, eu ia dizer... mas... ei! Como você sabe?
-Não se preocupe, no jornal só diz que um jovem salvou o menino, sem ser reconhecido, não há fotos também...
Me sentia um pouco mais confortável, não queria polêmica em minha vida, mesmo que passageira.
-Como soube então?-Perguntei ao meu tutor.
-Estava lá... De certa forma te ajudando...
-Me ajudando!?
-Bom, na verdade não foi preciso... estava lá caso algo desse errado, se saiu muito bem, não vou reprimi-lo por seu ato, afinal estou te treinando para que mude o mundo para melhor, arriscar a vida acontecerá a todo instante.
Sorriamos, ficava muito feliz com o apoio dele, com o apoio de todos.
Treinamos bastante aquele dia, Spark chegava no pôr do sol, e ficava lá espenado por mim. Nonel disse que estava evoluindo sim, e era notável, disse também que minha teoria de proteção era válida, são indícios que eu estava começando a dominar meu poder interno.
Acabado o treino, Spark ia até mim, e eu contava o que havia acontecido, ele se enchia de alegria, gostava de saber como estava progredindo.
-Lenon... amanhã lutaremos.
-Ahn...? Peraí, não estou pronto... você é muito forte.
-Não importa, agora que consegue projetar essa proteção, aguentará mais tempo, e quem sabe não me surpreende mais ainda?- Ele sorria.
Bom, não inha jeito, além do mais, ele não me machucaria muito... eu acho.
Me deixando em casa, ele se despedia.
Amanhã seria um dia e tanto. Antes de dormir, meditei.
Acordando, encontrava Nick e Diana, iamos até ouma exposição de artes envolvendo quadrinhos, Diana não parecia tão feliz com isso, mas nossas piadinhas e conversa mudavam a situação.Em seguida almocei, 3 horas se passaram, falatava agora meia hora para treinar com Spark. Fui até o local de treinamento. Spark e Nonel já estavam lá, conversando.
-Boa sorte Lenon. - Sr.Nonel passava a mão em minha cabeça e se afastava.
-Vamos lá garoto.-Dizia Spark animado.
-Peraí... faltam meia hora... hehehe.
-Deixa de moleza Lenon - Ele dava risadas.
Via Diana e Nick correndo até Nonel, assistiriam também...que vergonha...
-Ok, Quando estiver pronto.
-Tá bom... pode ... pode... ai, que comece então...
Ele aguardava parado em minha frente, sem posição de luta.
-Ta pronto?
-Pode vir guri.
Tá, o começo de uma luta era difícil, não sabia o que fazer.
Primeiro voltei meus pensamentos para ver se conseguia formar minha proteção denovo.
Acho que estava pronto, ao retomar meu olhar, via Spark partindo para cima de mim, desferia um soco na altura de meu rosto, virei e desviei, o corpo dele estava projetado ao meu lado, recolhia seu soco, desferi uma joelhada contra seu estômago, pegou em cheio. Ele premanecia ali, não parecia ter surtido efeito.
Ele bateu de mão aberta contra meu ombro, cai ao chão, arrastava no chão com a pressão do golpe, quase que comia grama, girei e levantei, ele já vinha novamente, pulava e chutava, jogava meu corpo para o lado, ele chutava novamente, esquivava, ele girava e me socava meu peito, novamente fui ao chão, arranstando de costas. Droga, não conseguia revidar, era muito rápido.
Pulei e levantei, ele partia novamente para o ataque, eu corri contra ele, chegando perto ele dava um soco em direção do meu rosto, esquivava, sentido o vento do soco, desferia um soco contra suas costelas, o qual ele segura com a outra mão, recolhe seu soco e me da um soco contra meu rosto, seguro com a outra mão, ele forçava os braços, e tirava-os com força, me fazendo girar e cair.
Levantava-me o mais rápido possivél, ele me desferia diversos golpes os quais esquivava-me ou defendia, então, em uma brecha, dei-le um soco no rosto, em seguida ele continuava sua sequências de socos, meu golpe não surtiu efeito... estava ficando sem recursos.
Diana e Nick gritavam na torcida por mim, fiquei meio que na responsabilidade de fazer algo.
Então em um soco de Spark bati contra seu braço, e comecei minha própria sequência de socos, ele se esquivava com facilidade, eu notava que meu cansaço começava a aparecer.
Girei meu corpo desferindo um chute, ele se abaixa, eu paro meu giro e com a mesma perna lhe torno outro chute, ele pula para trás desviando, tomo minha posição de luta, e corro contra ele, desfiro um soco duplo contra o tórax dele, ele não interfere com as mãos, e da passos para trás, seguido do soco, dou-lhe uma cabeçada no peito dele, e finalmente ele cai.
Levanta-se em um piscar de olhos. Sorrindo, Eu ofegava.
-Tá chega. Consegui o que queria.
-Ahn?O que você queria?
Tava na cara que não lutaríamos a toa, mas não sabia o que ele realmente queria.
-É, notou que te golpeava e você caia? Mas não doia tanto né? Sua proteção está ai, mas ainda tem que treina-la, além do mais eu estava anulando um pouco o efeito de sua proteção com minha vontade, e quando você me dava golpes, nem me afetava, porque não tinha vontade o suficiente para anular minha barreira, esses últimos golpes conseguiram anula-la um pouco.
-Ah... entendi! Mas quem disse que seus golpes não doeram? hehehe- começavamos a rir.
Diana,Nick e Nonel comentavam sobre a luta, estavam felizes.
Nos despidimos. Eu, Nick e Diana fomos andando até minha casa, de lá eles ainda iam juntos até a casa deles.
Sorri e dei tchau.
Estava ficando melhor a cada dia.

Shendu Blackford
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Tubarão.

Mensagem por Shendu Blackford em Ter 23 Set - 23:48

Não tinha mas jeito. Estavamos cercados.
Estavamos eu, Nick e Diana no centro da cidade, onde há grandes lojas, galerias, lanchonetes, em fim, um grande centro comercial. Quando um grupo de quatro caras, com tocas e capuz, nos fecharam quando passavamos por um caminho alternativo(famoso atalho).
-Ae galera, passa tudo que "cêis" tem aí, vamo logo com isso.
Falavam nos intimidando, o que falava, mostrava estar armado, com a mão segurando o cabo da arma preso na lateral da calça em sua cintura.
Eu estava calmo, confiante e cansado dessa situação. O mundo estava violento, cheio de pessoas acomodadas, e pessoas que "alimentam" esse tipo de violência por serem incapazes de reverter a situação, com medo de perder a vida, não fazem nada, não as culpo pois estão oprimidas com a situação mundial. Se alguma pessoa mostrasse uma resistência contra esses atos, sentiriam-se cada ve mais ameaçados a cometê-los, assim como um tubarão que ataca, não esta acustumado as presas reagirem ao seu ataque, se alguém se propõe a desafia-lo ele se acanha e foge.
-Você não precisa viver nessa situação. As pessoas não tem uma vida plena, estão com medo de sair nas ruas, temendo encontrar pessoas como vocês...
-Cala boca moleque! Eu que falo por aqui! Passa logo o dinheiro, os tênis, os "apareio"....- Ele cortava meu pensamento, cortava minha chance de tentar convence-lo de um mundo melhor, eu já esperava tal coisa.
-Vamo! "Cêis" tão surdos!- Ele sacava a arma.
Nick e Diana se entre olhavam, estavam com medo, me olhavam, e eu permanecia com minha postura, eu estava mudado, os treinos me deixavam mais confiante.
-Olha, você pretende viver assim pra sempre? Pense nas pessoas que você assalta...
-Cala a boca seu filho da ....- Ele curvava o braço com a arma a fim de me agredir com ela, seguro seu braço em movimento, torso-o e tiro a arma de sua mão, empurru-o para trás.
Os outros três avançavam para cima de mim, um deles tirava um canivete.
Meus movimentos estavam mais rápidos, segurava a mão do adolescente que empunhava a arma branca, e com a outra mão empurrava-o em cima de outro cara, colidindo as cabeças deles umas com as outras, ficavam desortiados.
Nick me surpreendia, desferia um soco contra o terceiro atacante, acertando-o no rosto, ele recuava.
-Mas que mer.... é essa! - O jovem que portava a arma se revoltava.
-Me escutem agora! -Apontava a arma contra eles.
Eles sentiam-se intimidados.
-Peraí cara, não vai fazer besteira não! "Nois" só tava fazendo isso pra pode "vivê", "baixa" essa arma vai "jow".
-Não vou fazer nada, só queriam que vissem como as pessoas se sentem ao estarem sendo pressionadas com uma arma apondada para elas.
Eu os olhava, eles estavam assustados, assim como um tubarão não espera a vítima revidar e virar o jogo. Diana e Nick estavam surpresos.
-Ouçam. Não sei como é viver sem condições de vida humana, mas, se vocês não tem uma boa renda, ou não tem família.... não sei se fazem isso por drogas, ou pra sobreviver, eu não sei.Mas sei que isso é errado, vocês atrapalham a vida das pessoas, tornam o mundo um lugar de medo, sem liberdade, a vida pode parecer injusta, mas só porque queremos que seja assim, precisamos gerar nossas próprias oportunidades! Mudem de vida, e estarão mudando a de muitos outros. É o que eu peço a vocês.
Eu achava que falar isso para algum bandido não surtiria efeito, que simplismente passaria por um ouvido e sairia pelo outro, mas não foi o que aconteceu, vi no olhar de cada um deles, pareciam ter ouvido o que falei, pareciam ter se comovido, e eu espero que sim.
-Vamos.
Me virava, então, eu Nick e Diana saíamos do "beco", deixávamos nosso atalho, e seguiamos pra casa. Talvez eu tenha conseguido começar a mudar o mundo.

Shendu Blackford
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Faint(1)

Mensagem por Shendu Blackford em Seg 24 Nov - 13:33

Meses se passaram.


Treinei muito.


Passou o Natal, o Ano Novo, muitas festas com a família, com
os amigos.


Lembro que após a queima de fogos do Ano Novo, na praia,
ficamos eu, Nick,Diana,Nonel e Spark.


Sentados olhando o mar, conversando.O tempo passava,todos
iam indo embora, ficou apenas eu e Spark. Era incrível como ele me apoiava,
queria que eu mudasse o mundo, ele se sentia responsável pelo que eu fizesse,
via ele como além de um mestre, ele era um amigo de verdade.








Meus cabelos negros até os ombros balançavam com o ritmo do
vento, trajava minha blusa preta favorita, por cima dela usava um casaco também
preto, usava calças de cor cinza escuro, e meus típicos tênis pretos sem
cadarço. Caminhava pela rua, ia treinar, mas estava com uma sensação estranha,
uma sensação que vinha carregando esses últimos dias, parecia estar sendo
observado.


Caminhava olhando para trás, para os lados, e ninguém, só o
barulho do vento que antecedia a chegada da chuva.


O céu se iluminava com um relâmpago, e começava a chover.
Mas uma vez o céu se iluminava, e dessa vez ao término do relâmpago, via no
alto dos prédios várias pessoas encapuzadas de vermelhos.


Sentia um aperto no peito, me sentia cercado... o que era
aquilo?!?


Eles pulavam dos prédios, pulavam de lá de cima! Caiam
apoiando suas mãos no chão pela força do impacto, mas logo em seguida
erguiam-se, como se tivessem pulado de um simples muro.


Eram mais ou menos uns dez, todos com sobretudos vermelhos
com capuz.


Eu estava no meio da rua agora, e estavam cinco na calçada
da direita e cinco na esquerda, olhando para mim. Eu apenas olhava e continuava
a andar, o mais depressa possível, minha respiração acelerava seu ritmo, estava
tenso.


Eles avançavam, começavam a locomover-se de forma rápida em
minha direção, se entre cruzavam de forma coordenada, eu sem pensar comecei a
correr, era tão surreal o que estava acontecendo, mas já tinha visto alguém com
habilidades semelhantes, o homem que tentou me matar, com poder interior, o
poder que ele só podia usar com a ajuda de Lúcifer.


A presença que eu sentia nessas pessoas era semelhante a
dele, estavam lá para me capturar,talvez me matar...


Não esperaria para ver, estava correndo, e eles me seguiam
freneticamente, estavam me alcançando, eu virava a esquina, quase caia ao
virar, derrapava no chão molhado, e voltava a minha postura, e corria.


Ainda uma rua sem movimento, corria desesperadamente, a
chuva mantinha-se leve, e nesse alvoroço todo nem a percebia. Corria sem olhar
para trás, apenas calculando a distância entre eu e eles pelo barulho dos
passos que eram tão sincronizados que parecia apenas uma pessoa pisando, e o
resto parecia apenas um ecoar do primeiro passo.


Virava em um beco, corria o mais depressa que minhas pernas
podiam, me deparava com um lugar com latas de lixo, e saídas de emergência de
incêndio de apartamentos, então mais a frente havia uma grade, do outro lado
dela enxergava outro beco que se direcionava a uma rua, movimentada, com carros
passando a toda hora. Com o impulso da corrida, pulava sobre a grade e a
escalava, suava, me esforçava ao máximo para chegar ao seu topo para então
passar para o outro lado. Com custo cheguei ao topo e pulei do outro lado,
minhas mãos ajudavam a aparar a força da queda, assim logo em seguida voltava a
correr, dava uma rápida olhada para trás e via os dez do outro lado da grade,
ele pulavam na parede e puxavam com as mãos o topo da grade, em seguida já
passavam pelo obstáculo, estavam no mesmo beco que eu. Era surpreendente o modo
que passaram por ele, estava abismado, minha mente não projetava um objetivo
para me livrar daquela situação, só conseguia pensar em seguir para frente.


Chegava à rua onde os
carros passavam a todo instante, não poderia parar, então me arriscava a
atravessar a rua, passava entre o movimento dos carros, sentia o vento deles
passando em minha frente e atrás, corria, e corria, em um momento, pulei sobre
um carro e girei em cima dele, ainda em movimento e consegui atravessar seu
outro lado, foi tão natural, mas nem me dava ao luxo de pensar em meu feito, só
seguia em frente entre os carros, arriscando minha vida, chegava ao meio da
rua, onde havia um pequeno trecho de calçada dividindo as ruas, os meus
perseguidores desviavam dos carros, e até os pulavam, estavam muito próximos de
mim. Tomei fôlego e corri novamente para o movimento dos carros na rua, desviava
deles, e passava-os, quase me atropelavam, me safava por centímetros. Até
chegar ao outro lado da rua, meu coração batia intensamente e minhas pernas
tremiam, minha respiração estava muito acelerada, então continuava minha fuga,
olhava para os lados, e as pessoas não pareciam ver o que estava acontecendo,
pareciam tão indiferentes, mas não ocupei meus pensamentos muito tempo com
isso, me preocupava e sair dessa situação. Sem rumo virei em uma curva entre prédios,
e seguia, assim, virava em uma curva a qual dava em outro beco. A chuva
apertava, corria olhando para trás,
depois que fiz a curva não os via mais, mas logo conseguia ouvir seus passos
rápidos e sincronizados.


Olhando para frente via apenas as costas de um prédio. Estava
encurralado.


Eu parava, e olhava alguma escapatória, mas não tinha por
onde eu sair, a área do beco era extensa, parecia formar um grande pátio, mas
sem saída para mim. Ofegava e procurava um esconderijo, uma tentativa frustrada,
não havia onde me esconder naquele espaço a céu aberto. Eles chegavam, fizeram
a curva para darem de cara a sua presa, ao verem que eu não tinha mais saída, apenas
caminhavam em minha direção, eu estava ofegante e desesperado, mas estava determinado
a me defender, já que não me restavam mais escolhas.


Então mais uma pessoa fazia a curva para o local onde nos encontrávamos,
eu o reconhecia instantaneamente. Era o homem que tentou me matar uma vez, o homem
o qual fez eu começar minha luta para mudar o mundo, seus cabelos pretos levemente
arrepiados para trás com pequenas mechas brancas nas laterais, olhos negros e profundos,
um bigode mal feito, e um sorriso maldoso estampado no rosto, era inconfundível,
jamais me esqueceria daquele homem. Seu manto vermelho que cobria seu braço esquerdo
balançava com o vento, e os outros abriam passagem para ele passar, até ficar cara
a cara comigo.


-Olá novamente, Lenon.

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Faint (II)

Mensagem por Shendu Blackford em Sex 28 Nov - 13:16

Minhas pupilas vibravam ao rever aquele homem, meu corpo se
estagnava, engolia seco, e tentava
acalmar minha respiração.



Ele me fitava com seu sorriso sarcástico, os outros
mantinhas seus rostos escondidos na sombra do capuz sem mostrar suas
expressões. Ele dava mais alguns passos em minha direção, e parava bem próximo
a mim.



-Nem me apresentei não é mesmo? Não achei que fosse
necessário, achei que fosse apenas mais um.... mas você é diferente, sabe disso
não sabe?



-Todos somos diferentes. – Respondi seco.


-Sabe muito bem do que estou falando...- ele caminhava me
circulando, me analisando.



Ele voltava a minha frente e dizia:


-Filho de Lúcifer. Uma grande hipótese. –Ele sorria,
enquanto algo dentro de mim parecia fisgar.



Já tinha me esquecido dessa possibilidade, meus pensamentos
começaram a se atrapalhar, será que mesmo decidindo que seria bom, meu lado mau
tomaria conta de mim com o tempo? Eu dava alguns passos para trás.



-Não... mesmo que seja... não quero nada com vocês!


-Caro Lenon, é seu destino, e podemos te mostrar que é
diferente do que as pessoas pensam, não somos maus, queremos mudanças, como
você. As pessoas nos julgam sem conhecer, têm medo só porque acreditamos em
algo diferente. Venha conosco.



Ele estendia a mão, e sorria.


-O quê? Querem dizer que são mal compreendidos!?! Sua
organização ou sei lá o que estavam matando pessoas! Tentaram me matar antes de
descobrirem que eu tinha algum interesse pra vocês! Não vou me juntar a esse
tipo de mudanças.



Apesar de estar com medo, ficava com raiva, não aceitava
aquele tipo de discurso.



-Os fins justificam os meios.... Se analisar bem e ver o que
propomos, aposto que compreenderá.



-E se eu não aceitar ir? – Desafiei.


-Querendo ou não Lenon, virá conosco, e mais tarde vai
entender que fizemos isso para seu bem... para o bem de todos.



Minha adrenalina voltou à tona, olhava entre eles,
procurando alguma brecha para escapar, mas era quase impossível, mas não tinha
outra escolha. Rapidamente corri, tentando desviar deles, mas em fracasso, logo
um dos encapuzados me seguravam pelo braço.



O líder seguia até minha face e dizia:


-A propósito, me chamo Thanus. – Seus dentes apareciam
novamente.



-Vamos, Levem-no!- Após dizer isso, mais dois vieram me
segurar. Minha respiração estava acelerada,estava nervoso.






Quando os dois iam me tocar puxei meu braço com força e me
livrei do primeiro que segurava meu braço, então começava a correr, mas um
deles já estava a minha frente, e me desferia um soco, por reflexo desviei, ma
ele já se preparava para atacar novamente, eu andava para trás, então sentia
uma pressão na costela, outro deles me golpeava.Cambaleava para lateral, me
virava e tentava fugir mais uma vez, frustradamente. Um deles, atrás de mim,
puxava meus cabelos com força me jogando contra o chão de costas. Três deles me
cercavam, e sem dó começavam a distribuir chutes pelo meu corpo. Me encolhia, e
com os braços tentava proteger meu rosto. Rolei pelo chão então, e correndo
como um cão, tentava me erguer em duas pernas, ofegante e ferido, não consegui
nem ao menos chegar na curva do beco, eles me alcançavam antes, então com ódio,
com um movimento rápido, acertei um soco em cheio na cara de um deles, ele dava
passos para trás, mas logo se recompunha, mas outro já se aprontava a me
golpear.Eu estava tão quem nem ao menos
me lembrei de me concentrar e tentar formar a proteção mental em volta de meu
corpo, então conseguindo defender alguns golpes, pulava para trás e tentava
formar essa proteção. Por minha surpresa consegui senti-la mais rápido do que
esperava, bem a tempo de receber um golpe deles em cheio em meu rosto.



Mesmo com a proteção, sentia muita dor, deviam ser bem mais
treinados do que eu, era certo, não agüentaria muito mais.



Thanus apenas observava a ação dos oito encapuzados. Recebia
um chute em minha lateral, caia ao chão novamente, dois deles se aproximavam, enquanto
outro pegava uma barra de ferro do chão. Foi quando vi algo surpreendente, com
a barra empunhada, ele parecia se modelar sozinha, formando uma lâmina, apenas
a base onde o homem segurava mantinha-se no formato de barra, ele tinha a
transformado em uma espada praticamente.



Eu ofegava rapidamente, ficava muito espantado, por mais que
achasse que eles apenas quisessem me abater para me levar, a cada momento da
luta achava mais e mais que queriam me matar.



O homem da espada corria e chegava até mim antes que os
outros dois, com um salto me colocava de pé e tentava fugir. Sentia um vento em
minha lateral que por impulso joguei meus ombros para o lado oposto, era o
encapuzado com espada que tentou me acertar com ela. Novamente ele realizava
novos golpes, a cada uma vez que desviava me desesperava mais e mais, a cada
instante ele parecia que ia me acertar, mas mais uma vez desviava, o medo de ser atingido por aquela lâmina
aumentava a cada tentativa dele. Minhas
costas encostavam na parede, não tinha mais espaço para desvios, então em meia
sombra via o rosto do homem encapuzado sorrir.Inspirava uma grande quantidade
de ar, meu peito ampliava-se, meus olhos fechavam impulsivamente ao ver que o
homem desferia seu último golpe.



Sentia uma grande locomoção de ar, então tomava coragem para
abrir os olhos, ao fazer isso, senti um alívio enorme ao ver o homem da espada
caído no chão bem longe de mim, ao voltar meus olhos mais para o lado, via em
uma postura heróica meu salvador, lá estava Spark.

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Faint(III)

Mensagem por Shendu Blackford em Sab 9 Maio - 12:24

-Spark!
Gritava feliz ao vê-lo, era minha esperança de sair daquela situação.
Apesar de meu entusiasmo, Spark só dava uma breve olhada para mim, sua expressão era séria.
-Lenon, quando tiver oportunidade fuja! Não espere por mim!
Eu me surpreendia, ele estava muito sério enquanto encarava Thanus. Segundos seguintes, os sete encapuzados restantes partiam para cima de meu salvador, percebi que quando me atacavam, não eram todos que avançavam, apenas dois ou três, dessa vez, acho que estavam preparados para mata-lo.
Spark desviava dos golpes desferidos pelos sete com a mesma sincronia que o atacavam, eram movimentos rápidos e intensos a todo instante. Eu não queria deixá-lo sozinho, e se ele precisasse de ajuda? Mas não era o que parecia, após um tempo de defesa,Spark girava, "deslisando" rapidamente seu corpo para fora do amontoamento a sua volta, segurava a cabeça de um deles por trás, em seguida, puxava com uma força e velocidade surpreendente colidindo-a contra o chão, logo após, quando dois avançavam em sua direção, ele corria contra eles e colidia contra os dois como um jogador de futebol americano, os dois giravam pelos seus ombros e caiam atrás dele no chão, os quatro restantes avançavam, e Spark com um impulso só, passava por um deles, segurando-lhe o braço e em seguida girava o homem como se fosse um simples saco de arroz, e arremessava-o contra o muro, outro encapuzado chutava a costela de Spark, que nem parecia sentir a agressão,então, segurou a perna de seu atacante e girava contra outro homem que caia ao chão, depois jogava o homem com violência em outro que se aproximava.Em questão de segundos, estavam todos os oito no chão.
Ele olhava para mim e gritava:
-O que esta fazendo aqui ainda? Corre! Sai logo daqui!
Ele estava tenso, então resolvi me mover, corria e gritava:
-Vem Spark, vem comigo!
Quando dizia isso, via Thanus se mover, ou melhor, quase não via, ele parava na frente de Spark e o encarava, em seguida, Thanus lhe golpeava na barriga, via meu treinador, meu amigo, voar contra o muro, eu parava de correr, e olhava espantado.
Spark logo estava de pé, e partia para cima de Thanus, desferindo vários socos contra o homem, que desviava com leveza dos golpes de Spark. Às vezes Thanus desviava seus socos usando apenas a mão direita, a esquerda permanecia coberta por sua capa.
Thanus então segurava a face de Spark com a mão aberta e a impulsionava, fazendo com que sua nuca chocasse contra a parede, e fazia de novo,de novo e de novo, o muro começava a rachar. Tomado por um sentimento irracional, corria na direção deles, com intenção de ajuda-lo. Spark segurava a mão de Thanus e puxava, livrando seu rosto da mão dele, seguido dessa ação, ele investia contra ele com seu ombro, o homem apenas dava alguns passos elegantes para trás. Saprk voltava a agredi-lo, com chutes e socos, todos desviados com facilidade.
Thanus tomava uma pequena distância de seu atacante, e Spark então gritava:
-Lenon, mas que droga! Já era pra você estar longe daqui!O que pesna que está fazendo?!?!
Eu parava de ir na direção deles, estava totalmente sem ação, não sabia o que fazer, um lado me dizia para fugir, e outro para ficar e ajuda-lo.
Thanus pulava e chutava Spark, esse agachava-se evitando o golpe, ao aterrissar, Thanus aplicava-lhe uma rasteira, Spark caia, mas com um único movimento já estava de pé, os dois voltavam a se atacar, era um festival de golpes rápidos e barulhos de impactos de braços encontrando braços e pernas.
Resolvi então obedecer Spark e voltava a correr, mesmo estando muito preocupado.
Em minha fuga, um dos encapuzados erguia-se, e ia atrás de mim, eu corria, mas ele logo me alcançava, começávamos uma luta.
Ele distribuía socos contra mim, os quais desviava ou defendia com minhas mãos, ele então chutava minha costela, eu tombava um pouco para o lado, recebia um soco no rosto, no lado para o qual eu pendia, então com esse golpe, tombava para o lado oposto.
Estava meio zonzo e ele voltava a me atacar.Girava por sua lateral e lhe dava uma cotovelada nas costas, ele dava passos para frente. Ele virou com ferocidade e agarrava meu pescoço, comecei a sufocar.
Tentava me livrar, tentando puxar seu braço com minhas duas mãos, mas eu estava fraco, a luta com aqueles homens me deixara exausto, eu me sentia cada vez mais tonto, logo desmaiaria.Meus olhos fechavam, e então senti meu pescoço abrir espaço para ar novamente. Sua mão largava meu pescoço, e quando abria os olhos, via Sr.Nonel apertando o músculo da clavícula do meu atacante, que caia ao chão após isso.
-Vamos Lenon! Spark não vai suportar muito, temos que te esconder.
-Eu me escondo! Ajude o Spark!
-Não posso Lenon, eu tenho que te deixar a salvo!
-Não! Ajude o Spark!
-Vem Lenon, ele conta com sua segurança.

Ele me puxava com força, e eu o seguia forçadamente com isso, foi quando viamos lá no beco Spark sendo jogado contra o muro, e sendo esmurrado por Thanus que o prensava contra a parede. Eu olhava para trás e tentava puxar Nonel para o lado da luta, em vão, pois ele me puxava com muita força.
-Não, Nonel!Ele vai matar o Spark!
Ele apenas seguia seu caminho me puxando,sem ao menos olhar para trás.
Eu eu via Spark reagindo, golpeava Thanus com uma força bruta e jogava-o contra uma das paredes do prédio, que rachava, Spark pulava para o alto, onde Thanus havia sido arremessado, e chutava-o.
Thanus após receber esse golpe, pulava da parede do prédio e rapidamente agarrava o rosto de Spark, e com uma força brutal, batia a cabeça dele no chão. Uma pequena cratera se formou com o golpe. Meus olhos palpitaram. Meu coração quase saltava de meu peito. Spark estava imóvel. Thanus, olhava para ele e em seguida olhava aos arredores, foi quando Nonel me puxava mais para virarmos em uma curva. Com isso saíamos do campo de visão de Thanus. Eu gritava desesperado:
-Nããão!!!! Não! Nonel....Spark... o Spark! Vamos voltar, Nonel!
Eu estava chorando, não conseguia pararde pensar no pior, e tentava me livrar de Nonel, que me agarrava fortemente.
-Acalme-se Lenon, acalme-se. Mantenha-se em silêncio agora.
Ao falar isso, Thanus aparecia, virando a curva e quase dando de frente para nós, ele nos olhava, e em seguida voltava a correr, como quem procurasse algo, então, sumia de nossas vistas ao pular pra cima de um prédio, andando por sua parede, seguia seu caminho lá do alto, saltando de prédio em prédio.
eu estava horrorizado. Aquele homem pulava prédios! E porque não parou para nos confrontar, parecia que não nos tinha visto!
Eu chorava.Não havia tempo para pensar nisso.
-Nonel! Vamos até Spark agora! Vamos!
Ele balançava a cabeça, e me soltava, eu corria, Nonel me seguia.
Ao chegar a Spark, lá estava ele de costas no chão, e com sua cabeça afundada na cratera. Seus olhos estavam fechados, eu me desesperava e chorava mais.
-Spark! Spark! Não.... Spark, tá me ouvindo? Spark.... Levanta....
Ele estava imóvel, quando via seus olhos tremer, eles abriam-se aos poucos, uma das pálpebras encontravam-se semi aberta.
-L...Lenon... s-siga em frente...
Ele dizia isso com muita dificuldade e voltava a fechar os olhos. Um sorriso se estampou em seu rosto, e parava de respirar, e seu coração parava de bater.
Eu me debruçava em seu corpo e chorava. Chorava.Podia apenas chorar.

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Re: Lenon Report

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